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Comandado por um inspirado Wellington Nem, o Fluminense venceu o Coritiba por 2 a 1 na noite desta quinta-feira no Engenhão e deu importantissimo passo rumo ao tetracampeonato brasileiro. Com gols de Nem e Thiago Neves, o tricolor foi aos 72 pontos e abriu nove de vantagem novamente na liderança em relação ao Atlético-Mg, que na próxima quarta-feira encara o Flamengo no Independência. Everton Ribeiro descontou.Em casa e com o apoio da torcida, que compareceu em bom número ao Engenhão, o Fluminense tratou de tomar as rédeas desde o início da partida. Com boa movimentação na frente, Wellington Nem era o responsável pelas jogadas de maior perigo. A equipe ainda contava com o apoio constante dos laterais e o toque de qualidade de Deco no meio de campo fazendo o time jogar.Não demorou e o endiabrado Wellington Nem roubou uma bola na saída errada do Coritiba e saiu de frente para o goleiro Vanderlei já colocando o Tricolor na frente do placar. Sair na frente foi de fundamental importância para dar tranquilidade à equipe. O Coritiba, pouco chegava. Lincoln e Rafinha encontravam poucos espaços para criar. Deivid, isolado na frente, era mero espectador. Até o fim da primeira etapa, o Fluminense poderia ter até ampliado a vantagem. Vanderlei precisou fazer boas intervenções em uma cabeçada de Fred e em nova finalização cara a cara com Nem. Já Diego Cavalieri fez apenas uma defesa em finalização de Luccas Claro. No mais, o Tricolor conduziu a primeira etapa com total tranquilidade, tendo mais a posse de bola e ficando mais tempo no campo ofensivo.Na volta para a segunda etapa, desta vez, o Fluminense não pecou pela omissão. Seguiu impondo o ritmo de jogo e buscando ampliar a vantagem. Em boa jogada de Jean, Wellington Nem bateu raspando a trave. O Coritiba chegou a ensaiar uma pressão, rapidamente contida num belo contra-ataque puxado por Bruno e deixando Nem no mano a mano com Escudero. O infernal atacante passou como quis e cruzou para Thiago Neves marcar. Aí a torcida pode respirar aliviada.Mas como no Fluminense nada é fácil, o Coxa ainda assustaria perto do fim com gol de Everton Ribeiro após bate-rebate na área.O dia, porém, era tricolor. Nem mesmo o susto foi capaz de impedir a vitória e mais um importante passo rumo ao tetra foi dado. Só faltam cinco!
O domingo começou rodeado de expectativas acerca de uma possibilidade de cancelamento da partida entre Flu e Ponte Preta, em São Januário. Isso porque um incidente no Aeroporto de Viracopos, na noite de sábado, impediu a chegada dos paulistas no horário programado. A viagem só aconteceu nesta tarde, quando a Macaca chegou às 14h30. Já dentro de campo, quem entrou em turbulência foi o Tricolor, num novo duelo cardíaco. Porém, em mais uma superação revigorante, Flu, de virada (2 a 1), mandou a Macaca, com o lombo quente, de volta para o seu galho, em Campinas. Não deu nem tempo de começar. Com pouco mais de um minuto de partida, a Ponte Preta surpreendeu os tricolores, abrindo o placar, numa jogada rápida e um toque, inteligente, de Luan, por cima de Cavalieri. O Fluminense, acostumado a não ligar para a pressão, demonstrava um nervosismo nada comum. A torcida, que comparecia em bom número, também. Os laterais tricolores tropeçavam nas próprias pernas, roubando a cena que costuma ser característica marcante de Edinho. Era uma espécie de Rei Midas às avessas: ao invés de ouro, transformavam as jogadas em sucata, com erros beirando a infantilidade. O maior dos pecados era a tentativa desenfreada de cruzamentos buscando Fred, dentro da área, sem concatenar o lance. Aos 26 minutos, Wellington Nem recebeu bola retomada no meio de campo, avançou com extrema velocidade, passou para Wágner, na ponta esquerda, que chutou cruzado. A bola tirou tinta da trave. As chances apareciam na mesma medida que os sustos. N´outra grande oportunidade para os comandados de Abel, próximo do fim da primeira etapa, Digão se aventurou ao ataque e quase marcou golaço, obrigando o goleiro da Macaca a praticar grande defesa. Na etapa complementar, a partida continuava complicada. Enquanto a Ponte insistia em segurar a bola, fingir contusões, o Flu batia cabeça para romper o bloqueio defensivo. Com 27 da etapa final, Uendel comete falta na entrada da área e recebe o segundo amarelo. Três minutos depois, acredite, a cobrança é feita. Fred manda a bola rente a trave. Assim que a bola sai, Edson Bastos cai no chão e o ciclo das simulações se repete. Flu jogava contra o tempo. Mas os deuses do futebol, mais uma vez, estavam a nosso favor. O árbitro viu pênalti da Ponte, numa mão boba, no primeiro lance de Samuel. Como o inferno está cheio de boas intenções, pior para a Macaca. O camisa 9 partiu lentamente, cobrou com uma frieza absurda, no meio do gol, e empatou. A torcida explodiu nos dez minutos finais. Pressionando, o Time de Guerreiros encurralou a Macaca. Se faltava criatividade, sobrava raça, gana, sangue nos olhos, vontade de definir. Aos 43, Marcos Jr fez falta na ponta direita do ataque tricolor, mas o árbitro inverteu a penalização. E em dia onde os aviões puseram o jogo em xeque, Gum voou mais alto, dando números finais, em mais um duelo com a cara do Time de Guerreiros: 2 a 1. Amém!