domingo, 17 de novembro de 2013

Na raça, na marra, na energia, Flu vira e se afasta da zona da degola

Dilúvio na hora do jogo. O torcedor do Fluminense não queria tanto. Não precisaria o Time de Guerreiros fazer uma chuva de gols, mas, sim, conseguir os três pontos diante do São Paulo, abarrotado de reservas. Apesar do tempo ruim, os fãs do esquadrão verde, branco e grená mostraram mais uma vez a sua força e compareceram em bom número ao Maracanã, onde testemunharam a virada emocionante do Flu sobre o time de Muricy, por 2 a 1, com gol no finalzinho.
O técnico Dorival Júnior preferiu não arriscar tanto, embora tenha feito novas mudanças na equipe. Mantendo a estrutura tática, ele deu chance para Samuel, na equipe titular e tirou William, para dar lugar a Edinho, que voltava de suspensão. O time ficou mais pesado, porém, mais agudo. Logo aos 2 minutos, o Denis salvou o São Paulo, num ataque do Time de Guerreiros. O início promissor, porém, não se configurou em gol. Aos 17, um banho de água fria: o São Paulo troca passes, Jadson encontra João Schmidt, que manda de calcanhar e acha Welliton na área e ele abre o placar.
A torcida ficou nervosa, preocupada com a maneira que o time se comportaria após os paulistas abrirem o placar. Entretanto, na base da raça e da insistência, Jean, que havia perdido um gol incrível, após receber grande lançamento, mandando a bola no travessão, estava dentro da área, onde pegou o rebote de um tirambaço de Samuel. O empate explodiu o Maracanã. A partir daí, a pressão inicial voltou, ainda mais forte. Aos 30, Rafael Sobis arrisca o chute de fora da área e Denis defende, no canto. Um minuto depois,  Wagner cobra escanteio, Leandro Euzébio sobe mais que a defesa do São Paulo e manda para fora.
A pressão parecia interminável, mas da mesma forma que os comandos de Dorival chegavam ao ataque constantemente, também davam espaços defensivos. O Fluminense continuava martelando em busca do gol, mais empurrado pelos torcedores do que na base técnica. Ao final da segunda etapa, o jogo ficou no estilo “ataque contra defesa”. E, meus amigos, aqui é Fluminense! E, como não poderia deixar de ser, a vitória veio de forma emocionante, aos 44 do segundo tempo. Após cobrança de escanteio, Gum desvio a bola que morreu no fundo do gol. Sensacional!!! O fantasma do rebaixamento, com este resultado, ficou cada vez mais distante.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Fluzão empata com o Grêmio no Sul e lidera grupo na Libertadores

O Fluminense foi ao Rio Grande do Sul e trará na bagagem um pontinho importantíssimo para suas pretensões na Libertadores. Com um a mais e prejudicado por ter um gol de Rhayner mal anulado, o Tricolor carioca empatou em 0 a 0 com o Grêmio, na Arena, e agora lidera o Grupo 8, com oito pontos. Desta maneira, a vaga para as oitavas de final ficou na mão. Uma vitória na última rodada, diante do Caracas, em São Januário, representará também o primeiro lugar na chave.

Cheio de desfalques, o Fluminense não entrou em campo unicamente para se defender. A escalação com três atacantes (Rhayner, Sobis e Samuel) era um indicativo disso. Porém, como um pouco de cautela não faz mal a ninguém, o Tricolor teve uma postura um pouco mais tranquila. O Grêmio, que tinha, em tese, maior obrigação de buscar o jogo, tentava atacar, mas sem ameaçar com grande perigo. Zé Roberto e André Santos, pelo lado esquerdo, eram os que mais incomodavam.

Pelo lado do cauteloso Fluminense, as melhores opções eram Bruno, Jean e Rhayner, sempre pela direita. 

A rigor, o primeiro tempo deve ter deixado frustrado quem esperava uma grande partida. Os gaúchos exigiram apenas duas defesas de Cavalieri. E ambas não foram muito difíceis. Uma foi em cabeçada de Werley após cobrança de falta e outra em chute de Barcos no centro do gol. Por outro lado, se Dida teve de trabalhar menos, foi com mais intensidade. O goleiro gremista defendeu forte cabeçada de Gum no chão em bola levantada por Jean.

O jogo esquentou mesmo pouco antes do intervalo, quando Cris resolveu dar um bico em Rafael Sobis e acabou bem expulso diretamente pelo árbitro Ricardo Marques Ribeiro.

Com um a mais, o Fluminense voltou para a segunda etapa buscando valorizar a posse da bola e, pacientemente, procurar os espaços para atacar na boa. Sobis, após rebote de Dida, perdeu gol incrível ao chutar por cima praticamente na linha da pequena área. O gol até sairia logo depois, não fosse erro grosseiro do bandeirinha ao marcar impedimento de Rhyner, que aproveitara com um lindo toque, em posição legal, lançamento preciso de Jean. Lei da compensação?

O Grêmio, por sua vez, sentiu o melhor momento da equipe carioca e passou a sair unicamente em contra-ataques. Rhayner, na base da raça, ainda roubou bola no ataque e parou em defesa brilhante de Dida.

A partida ainda ganhou em emoção. No fim, o time do Sul também ensaiou uma pressão, meio desordenada e também mais na disposição que inspiração. Fernando, em cobrança de falta, assustou. O Flu não ficou atrás e, por pouco, não chegou à vitória com Wágner.

Com o apito final, ficou a sensação de que o Fluminense poderia até ter trazido mais que um ponto, até por ter sido prejudicado. Mas, no balanço geral, acabou ficando de bom tamanho e a classificação está bem encaminhada. Agora é ratificar na quinta-feira que vem.