domingo, 28 de agosto de 2011

Fluminense perde de virada para o Botafogo no Engenhão 2x1


No dia do UFC Rio, a luta do Fluminense era pelo reencontro com a vitória, no Engenhão. Do outro lado, um rival conhecido, o Botafogo. Mantendo a postura dos últimos encontros no ringue, Abel pôs dois pesos pesados na linha de frente: Rafael Moura e Fred. No entanto, a falta de agilidade e criatividade do esquadrão verde, branco e grená deu margem para os duros golpes do alvinegro: 2 a 1 Botafogo.

O Tricolor começou o duelo acuado, tentando explorar o contragolpe. Sem muita brecha por parte do oponente, cometia faltas bobas perto da área. Com 7 minutos do primeiro round, Cavalieri caiu com a pancada que Elkeson emendou. Grande defesa. A pressão alvinegra continuava. Loco Abreu, se estivesse com o pé calibrado, teria aberto o placar aos 14. Um minuto depois, Elkeson quase fez o primeiro, num arremate cruzado.

Ciente da inferioridade momentânea dos seus comandados, Abel pedia uma mudança de postura. E ela se materializou sob a batuta de Lanzini, pugilista leve, ousado, sem medo de “pôr a cara pra bater”. Primeiro o argentino deu assistência para Carlinhos quase marcar. Depois assustou o guarda redes do Botafogo, num belo chute. Fred também ganhou presente do meia, mas dominou mal a redondinha e desperdiçou a jogada.

O cenário desfavorável havia mudado. Na metade final do round, o Tricolor controlava a partida, pecando apenas no último passe. He-Man e o capitão tentavam, a maneira deles, uma movimentação mais aguda, porém nada incisiva. Soou o gongo.

No round final, o detentor do título brasileiro tentava, na base da raça, fazer valer a força de seu cinturão. E, ao seu melhor estilo, Fred encaixou um belo golpe, de cabeça, no canto direito de Jeferson. Com 1 a 0, aos 10 minutos, era de se esperar uma postura mais tranquila do Tricolor, aguardando o adversário. Porém, o revide veio quase que na velocidade da luz.

Tentando finalizar, o Flu se desguarneceu. Um minuto após o gol, a primeira queda: Elkeson tirou de Rosário, se esquivou fácil de Gum – muito fácil mesmo – e emendou um belo cruzado. Baqueado, alguns minutos depois, a equipe verde, branca e grená beijou a lona. Loco puxou rápido contra-ataque, passou para Lucas e mais um cruzado. Virada alvinegra.

A partir daí, não houve mais técnica. Abel colocou 200 atacantes em campo, Ciro, Martinuccio, além das permanências de He-Man e Fred. Na base do abafa, mas sem um bom jogo de pernas, o Tricolor estava mais perto de levar um novo golpe do que de derrubar o oponente. E assim continuou até o final do assalto. Vitória por pontos do Botafogo: 2 a 1. Quem saiu nocauteado? O torcedor do Flu, é claro.

domingo, 21 de agosto de 2011

Fluminense joga melhor mas fica só no empate com o Vasco 1x1


No intuito de buscar os três pontos para encostar nos líderes da competição e iniciar a tão desejada sequência de vitórias, o Tricolor foi a campo com os destaque do último jogo, Lanzini e Rafael Moura, na equipe titular. Do outro lado, um dos maiores rivais do clube das Laranjeiras, o Vasco da Gama, tinha como destaque as presenças de Juninho Pernambucano e, do ex-Tricolor, Diego Souza. Como manda o figurino, uma partida equilibrada e erro da arbitragem, prejudicando o Flu.

Os comandados de Ricardo Gomes iniciaram a partida tentando encurralar os tricolores. Acuado, o grupo verde, branco e grená limitava-se a dar chutões para tirar o sufoco. Entretanto, apesar do ímpeto vascaíno, a equipe de Abelão era mais incisiva nas investidas. Lanzini distribuía bem a redondinha, mas não mostrava a presença que o destacou em sua estreia. Mariano se divertia com Jumar, apostando corrida e, quase sempre, levando vantagem. Enquanto isso, Carlinhos pouco subia ao ataque, preocupado com os avanços de Fagner.

Aliás, a jogada mais interessante do primeiro tempo veio de um cruzamento do camisa 2. He-Man deixou a bola passar e Fred emendou de primeira. Pena que foi fraquinho e Fernando Prass não teve muito trabalho para praticar a defesa. Frederico teve outras duas chances, onde tentou infelizes arremates pirotécnicos sem sucesso.

Quando tudo parecia correr dentro da normalidade, eis que aparece o árbitro, Marcelo de Lima Henrique. Além de ignorar um pênalti claro de Renato Silva, após o defensor pôr a mão na bola dentro da área, ele assinalou um pênalti duvidosíssimo de Marcio Rosário em Alecsandro. Vale destacar a falha bizarra de Gum no início da jogada, errando a bola e dando-a de presente para o atacante rival. Juninho Pernambucano cobrou e converteu. Haja paciência!

Na etapa final, os comandados de Abel Braga voltaram com outro espírito. Insinuante, o Flu controlava as ações, obrigando o time cruzmaltino a ficar praticamente todo no campo de defesa. Aos 9 minutos, Gum quase marca, mas Juninho Pernambucano, debaixo da trave, tira a bola no susto. Vasco respondeu logo depois com uma boa defesa de Cavalieri, depois de bela troca de passes. O Time de Guerreiros continuava pressionando, com Lanzini chamando mais o jogo. Aos 15 minutos, vem a recompensa: Carlinhos cruza na medida e Rafael Moura, livre, cabeceia com estilo e empata.

Em busca da virada, o Fluminense continuava no ataque. Abel colocou Rafael Sobis, deixando claro a intenção pelo triunfo. Mas o Vasco, nas raras vezes que chegava, incomodava. Carlinhos, sumido no primeiro tempo, ressurgia, protagonizando bons lances. A cada tentativa, uma frustração. A bola batia e voltava. No fim do jogo, quase que o Flu desempata, mas Lanzini, sem querer, desviou uma bola que tinha endereço. Enfim, no dia em que o Vasco completa 113 anos, o presente foi dado por Marcelo de Lima Henrique: 1 a 1.