domingo, 27 de março de 2011

Fluminense e Vasco ficam só no 0 a 0 e Tricolor se complica

Com a moral renovada após a sensacional virada, no meio da semana, sobre o América (MEX), pela Libertadores, o Fluminense voltou a campo neste domingo. No lado adversário, nada mais, nada menos, do que um dos maiores rivais da sua história, o Vasco, que vive uma melhor fase no momento. Nas arquibancadas, vitória cruzmaltina no quesito quantidade. Dentro de campo, equilíbrio total: 0 a 0.

A partida começou num ritmo alucinante. O Tricolor parecia afobado no início, mas logo tomou as rédeas do clássico. Até os 20 da primeira etapa, os comandados de Enderson Moreira chegavam bem ao ataque. No único lance de lucidez, Conca deu uma caneta em Diego Souza e obrigou Prass a praticar boa defesa, aos 10 minutos. Entretanto, o argentino errava muitos passes, dando chance do Cruzmaltino chegar perigosamente nos contra-ataques.

No setor defensivo, Digão fazia partida primorosa, ganhando todas as disputas com os atacantes vascaínos. Com 21 minutos jogados, Souza cobra escanteio, Valencia resvala de cabeça e Fred quase consegue empurrar a bola para as redes adversárias. A partir daí, surge a estrela do surpreendente Berna. Cinco minutos após o camisa 9 tricolor, por pouco, não abrir o placar, o arqueiro fez boa defesa em cobrança de falta de Bernardo.

O show do camisa 1 não parou por aí. Aos 35, com outro chute de Bernardo, Berna espalma, providencialmente, espantando o perigo. Dois minutos mais tarde, contou com a sorte, pois o arremete de Eder Luis explodiu no travessão. O milagre estaria por vir: outra vez Bernardo encontra espaço para chutar e o arqueiro, de mão trocada, pratica um verdadeiro milagre.

No segundo tempo, o cenário da partida voltou a ficar equilibrado, as o principal articulador do Flu, Conca, permanecia cometendo erros incríveis. Pior do que ele, só o Gum, de pixotada em pixotada. Deco, que entrou no lugar de Souza, deu um pouco mais de inteligência ao setor de armação. Em contrapartida, o time desacelerava nos ataques. Mariano subia pouco, tanto por conta da forte marcação como pela aparente falta de ritmo. Um lance merece registro: aos 17 da etapa final, Julio Cesar foi até a linha de fundo (isso mesmo, você não leu errado) e cruzou... para ninguém. Mas ele, finalmente foi apresentado aquele setor do campo.

Verdade seja dita: o lateral-esquerdo arriscou bons chutes cruzados, no segundo tempo. Num deles, já no final do jogo, Prass fez boa intercepção, espalmando a redondinha. Nem parecia ser aquele camisa 6 que nos acostumamos a ver. Aos 36, Deco arriscou bom chute e, outra vez, o arqueiro vascaíno tirou o perigo. No final, o Tricolor – tentando recuperar o bom futebol – ficou no 0 a 0 com um Vasco que dizem viver a sua melhor fase na temporada.

quinta-feira, 24 de março de 2011

De virada, Flu e Deco renascem na Libertadores: 3 a 2 sobre o América

Um duelo com requintes de dramaticidade. O Fluminense entrou em campo, contra o América (MEX), no Estádio João Havelange, com uma enorme pressão sobre os ombros. Era vencer ou vencer. Sabendo do desespero tricolor, os mexicanos tentavam jogar no erro do adversário. Através da raça, Deco comandou o triunfo suado, espetacular e empolgante do Flu, por 3 a 2, de virada.

Enderson Moreira escalou o time com Souza e Conca no meio de campo, no intuito de melhorar o último passe da equipe. O Tricolor parecia equilibrado, controlando a partida e chegando bem pelas laterais, sobretudo com as investidas de Mariano. Entretanto, numa infelicidade de Berna, que não socou a bola, e Digão, que dividiu com o goleiro, após bola alçada na área, a redondinha sobrou para o atacante mexicano abrir o placar. Eram 15 minutos jogados apenas.

O que já era difícil ficou ainda mais complicado. Com os nervos à flor da pele, aparecia uma aflição que tinha como combustível não só a partida em si, mas todo o atual cenário do clube. Mas a renovação do espírito da esperança apareceu com um cruzamento de Conca, na medida para o guerreiro Gum, escorar, de cabeça, e empatar a partida cinco minutos após os mexicanos abrirem o placar.

A partir do empate, o Flu imprimiu um ritmo alucinante. Faltava inspiração nos lances; sobrava vontade, gana, desejo pelo triunfo. O gol não saiu por detalhe, embora, na parte defensiva, Digão aparecesse de forma inconstante, meio afobado em alguns lances e decisivo em outros.

No segundo tempo, o Tricolor continuou tomando as rédeas da partida. O toque de bola não era envolvente, mas o time chegava na base da tentativa e do erro, no ataque. Contudo, veio outro balde de água fria: num contra-ataque, o jogador mexicano cruzou praticamente sem ângulo e Digão, se atrapalhando novamente, empurrou para o gol. Berna também contribuiu um pouco, mal posicionado.

O jogo mudaria com a entrada de Deco. Em dois lances, o luso-brasileiro levou o Tricolor para a virada sensacional. No primeiro, deu assistência milimétrica para Araújo, que empurrou de cabeça no contrapé do goleiro. No segundo lance, foi mais esperto que a zaga adversária, antecipou-se e encobriu o arqueiro, faltando dois minutos para o fim da partida. Na luta, no sangue, no grito! Palmas para a torcida que não deixou de apoiar. O time de guerreiros voltou. Segura que eu quero ver!