A partida começou com as duas equipes encontrando dificuldades para entrarem nas defesas adversárias. O Fluminense, com Deco, ganhava em qualidade no meio. De seus pés saíam bons passes. Um pouco superior, o Tricolor teve as melhores oportunidades. Numa delas, Rafael Moura perdeu gol incrível ao furar, perto da pequena área, cruzamento de Mariano. O curioso do lance é que a bola ainda ficou nos pés do He-Man, mas ele mandou para fora.
Do lado adversário, o Flamengo era uma equipe acéfala sem Ronaldinho Gaúcho. O time rubro-negro não tinha qualquer objetividade. Porém, ainda assim conseguiu criar o melhor lance da primeira etapa quando Renato lançou Deivid, que entrou livre e bateu para boa defesa de Diego Cavalieri. O Tricolor, em resposta, ameaçou unicamente em chutes de longa distância, só que sem muito perigo.
Na volta para o segundo tempo, o Fluminense continuou ligeiramente superior. Com mais presença no ataque, o gol não demorou a sair. Marquinho, na raça, ganhou de Diego Maurício e tocou para Leandro Euzébio, pela ponta, fazer excelente cruzamento na cabeça de Rafael Sobis. O atacante escorou para dentro do gol.
Em vantagem, o Tricolor poderia ter chegado ao segundo quando Marquinho achou novo cruzamento na cabeça de Sobis. Só que desta vez a bola foi para fora. Se não matou o jogo quando teve a chance, o atual campeão acabou sendo castigado logo depois quando Negueba chutou cruzado e Thiago Neves empurrou para o gol em uma bobeada geral da defesa.
A partir daí, o Flamengo cresceu no jogo e passou a dominar as ações. Em chutes de fora da área e Bottinelli e Thiago Neves, Diego Cavalieri precisou fazer duas boas defesas.
Refeito do susto, o Fluminense botou a bola no chão e Abel Braga acertou em cheio nas substituições que fez. Lançou Souza, Lanzini e Martinuccio de uma vez só. E dois deles participaram do segundo gol. Souza fez boa jogada pela direita e cruzou na medida para o jovem meia argentino marcar de cabeça.
Perdendo, o Flamengo, mais uma vez, lançou-se para o ataque de maneira desordenada. Ainda assim, chegou a um empate para lá de não merecido. Primeiro o árbitro Felipe Gomes da Silva não deu pênalti claro em Márcio Rosário. Em cobrança de falta de longe, inventada pelo juiz , Bottinelli acertou o travessão, a bola voltou em Diego Cavalieri e entrou.
O pior ainda estava por vir. Novamente o argentino, em chute de longe, acertou o canto e fez o gol da virada. No fim da partida, o árbitro ainda expulsou Souza diretamente por uma falta em que só o amarelo estava de bom tamanho.