domingo, 17 de novembro de 2013

Na raça, na marra, na energia, Flu vira e se afasta da zona da degola

Dilúvio na hora do jogo. O torcedor do Fluminense não queria tanto. Não precisaria o Time de Guerreiros fazer uma chuva de gols, mas, sim, conseguir os três pontos diante do São Paulo, abarrotado de reservas. Apesar do tempo ruim, os fãs do esquadrão verde, branco e grená mostraram mais uma vez a sua força e compareceram em bom número ao Maracanã, onde testemunharam a virada emocionante do Flu sobre o time de Muricy, por 2 a 1, com gol no finalzinho.
O técnico Dorival Júnior preferiu não arriscar tanto, embora tenha feito novas mudanças na equipe. Mantendo a estrutura tática, ele deu chance para Samuel, na equipe titular e tirou William, para dar lugar a Edinho, que voltava de suspensão. O time ficou mais pesado, porém, mais agudo. Logo aos 2 minutos, o Denis salvou o São Paulo, num ataque do Time de Guerreiros. O início promissor, porém, não se configurou em gol. Aos 17, um banho de água fria: o São Paulo troca passes, Jadson encontra João Schmidt, que manda de calcanhar e acha Welliton na área e ele abre o placar.
A torcida ficou nervosa, preocupada com a maneira que o time se comportaria após os paulistas abrirem o placar. Entretanto, na base da raça e da insistência, Jean, que havia perdido um gol incrível, após receber grande lançamento, mandando a bola no travessão, estava dentro da área, onde pegou o rebote de um tirambaço de Samuel. O empate explodiu o Maracanã. A partir daí, a pressão inicial voltou, ainda mais forte. Aos 30, Rafael Sobis arrisca o chute de fora da área e Denis defende, no canto. Um minuto depois,  Wagner cobra escanteio, Leandro Euzébio sobe mais que a defesa do São Paulo e manda para fora.
A pressão parecia interminável, mas da mesma forma que os comandos de Dorival chegavam ao ataque constantemente, também davam espaços defensivos. O Fluminense continuava martelando em busca do gol, mais empurrado pelos torcedores do que na base técnica. Ao final da segunda etapa, o jogo ficou no estilo “ataque contra defesa”. E, meus amigos, aqui é Fluminense! E, como não poderia deixar de ser, a vitória veio de forma emocionante, aos 44 do segundo tempo. Após cobrança de escanteio, Gum desvio a bola que morreu no fundo do gol. Sensacional!!! O fantasma do rebaixamento, com este resultado, ficou cada vez mais distante.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Fluzão empata com o Grêmio no Sul e lidera grupo na Libertadores

O Fluminense foi ao Rio Grande do Sul e trará na bagagem um pontinho importantíssimo para suas pretensões na Libertadores. Com um a mais e prejudicado por ter um gol de Rhayner mal anulado, o Tricolor carioca empatou em 0 a 0 com o Grêmio, na Arena, e agora lidera o Grupo 8, com oito pontos. Desta maneira, a vaga para as oitavas de final ficou na mão. Uma vitória na última rodada, diante do Caracas, em São Januário, representará também o primeiro lugar na chave.

Cheio de desfalques, o Fluminense não entrou em campo unicamente para se defender. A escalação com três atacantes (Rhayner, Sobis e Samuel) era um indicativo disso. Porém, como um pouco de cautela não faz mal a ninguém, o Tricolor teve uma postura um pouco mais tranquila. O Grêmio, que tinha, em tese, maior obrigação de buscar o jogo, tentava atacar, mas sem ameaçar com grande perigo. Zé Roberto e André Santos, pelo lado esquerdo, eram os que mais incomodavam.

Pelo lado do cauteloso Fluminense, as melhores opções eram Bruno, Jean e Rhayner, sempre pela direita. 

A rigor, o primeiro tempo deve ter deixado frustrado quem esperava uma grande partida. Os gaúchos exigiram apenas duas defesas de Cavalieri. E ambas não foram muito difíceis. Uma foi em cabeçada de Werley após cobrança de falta e outra em chute de Barcos no centro do gol. Por outro lado, se Dida teve de trabalhar menos, foi com mais intensidade. O goleiro gremista defendeu forte cabeçada de Gum no chão em bola levantada por Jean.

O jogo esquentou mesmo pouco antes do intervalo, quando Cris resolveu dar um bico em Rafael Sobis e acabou bem expulso diretamente pelo árbitro Ricardo Marques Ribeiro.

Com um a mais, o Fluminense voltou para a segunda etapa buscando valorizar a posse da bola e, pacientemente, procurar os espaços para atacar na boa. Sobis, após rebote de Dida, perdeu gol incrível ao chutar por cima praticamente na linha da pequena área. O gol até sairia logo depois, não fosse erro grosseiro do bandeirinha ao marcar impedimento de Rhyner, que aproveitara com um lindo toque, em posição legal, lançamento preciso de Jean. Lei da compensação?

O Grêmio, por sua vez, sentiu o melhor momento da equipe carioca e passou a sair unicamente em contra-ataques. Rhayner, na base da raça, ainda roubou bola no ataque e parou em defesa brilhante de Dida.

A partida ainda ganhou em emoção. No fim, o time do Sul também ensaiou uma pressão, meio desordenada e também mais na disposição que inspiração. Fernando, em cobrança de falta, assustou. O Flu não ficou atrás e, por pouco, não chegou à vitória com Wágner.

Com o apito final, ficou a sensação de que o Fluminense poderia até ter trazido mais que um ponto, até por ter sido prejudicado. Mas, no balanço geral, acabou ficando de bom tamanho e a classificação está bem encaminhada. Agora é ratificar na quinta-feira que vem.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Contanto com o oportunismo de Fred, Tricolor bateu o Caracas pela Liberta

Dia de folia no Brasil. Fora dele, mais precisamente na Venezuela, o Time de Guerreiros tentou levar a ginga do samba carioca para os embalos da noite, diante do Caracas. E, mesmo sem pôr em prática toda a sua técnica, o Tricolor mostrou a força de seu ritmo, vencendo o Caracas por 1 a 0. 

Com o corte de Thiago Neves há poucas horas da partida, devido a uma automedicação, o técnico Abel Braga resolveu pôr três atacantes em campo: Sobis, Wellington Nem e Fred. Sobrecarregado, Wágner pouco aparecia. Tentando manter a tranquilidade, o elenco tricolor mantinha a posse de bola e pedia boas chances, mesmo sem fazer muita força. 

Aos 33 da etapa inicial, Sobis tabela com o Fred e chuta em cima da marcação. Mas nesse time do Fluminense, o camisa 9 é mestre-sala e a bola, porta-bandeira. Depois da rebatida, a redondinha sobrou para o artilheiro que, de primeira, mandou para as redes, abrindo o placar. 

Com cinco minutos da etapa complementar, quase que o ritmo da bateria tricolor desanda. Numa puxada despretensiosa dentro da área, Cure não encobre Cavalieri por pouco. Ágil como as mãos que batucam pandeiros na Sapucaí, o arqueiro deu um tapinha providencial, tirando o perigo. 

O enredo apresentado pelo adversário era tão ruim que os comandados de Abel pareciam sonolentos. Entorpecidos com incredulidade do rival, a marchinha de carnaval tricolor parecia mais uma valsa em câmera lenta, dando chances ao tal do Caracas. Carlinhos, para variar, irritava com pouquíssimo samba no pé e cérebro na cabeça. 

E o dia não era para o rock mesmo. Tanto que, no terço final do confronto, Abel tirou o sumido Rafael Sobis, fã de Coldplay, e colocou Marcos Junior, aficionado por Jeito Moleque, para incendiar o jogo. Mas os contra-ataques não aconteceram. O Tricolor apostava na estratégia que lhe deu o tetracampeonato brasileiro na temporada passada: o recuo exagerado da bateria tricolor. Perto do apito final, Valencia mandou a bola para o campo de defesa e Cavalieri pegou com as mãos. Tiro livre indireto apontado pelo fraquíssimo Buitrago. Na cobrança, a bola passou perto, mas não entrou. 

E ficou nisso. A quarta-feira de cinzas foi marcada pelo verde, branco e grená, na Venezuela. Na terra de Hugo Chavez, a coreografia de Fred e cia nacionalizaram a vitória tricolor. Que venha o Grêmio para mais um samba!

domingo, 20 de janeiro de 2013

Wágner comanda vitória tricolor na estreia no Carioca: 2 a 0

O Fluminense estreou com o pé direito na temporada. Com gols de Wágner, de cabeça, o atual campeão carioca derrotou o Nova Iguaçu por 2 a 0. Os tentos da vitória só aconteceram a partir da metade final do segundo tempo, depois de o técnico Abel Braga modificar o time e o sistema na etapa final.

O esquema 3-3-3-1 testado na pré-temporada foi implantado pelo treinador. Ele, porém, mostrou-se ineficaz.

Com exceção dos zagueiros, bem postados, e Valencia, jogando como líbero, o Tricolor não esteve bem diante do Nova Iguaçu no primeiro tempo. Na esquerda, Fernando não sabia se era lateral ou meia. Anderson flutuava por aquele setor apoiando o ataque, o que, definitivamente, não é a dele.

Do lado direito, Wellington Silva, mal, não conseguia imprimir velocidade, enquanto que no meio-campo, sem um homem de armação e com volantes lentos, o Flu pouco criava.

Como a bola não chegava, Samuel teve de voltar para buscar o jogo, assim como Rafael Sobis e Rhayner, que começou pela direita, mas terminou a etapa inicial na esquerda. O Fluminense só chegou uma vez, com chute de fora da área de Fábio, defendido sem sustos pelo goleiro Jefferson.

Abel insistiu no esquema e o Nova Iguaçu voltou melhor para o segundo tempo. Fez um gol, anulado corretamente. Até que aos 20 minutos o treinador, enfim, modificou o esquema, com as entradas de Wágner e Michael, e o Fluminense passou a pressionar.

Wágner entrou bem, assumindo o papel da criação no meio-campo, que inexistia até então. O time cresceu como um todo. Faltava um poder maior de finalização, mas o Flu rondou mais a área iguaçuana.

O gol só veio aos 34 minutos. Até então sumido, Wellington Silva fez boa trama com Rhayner e cruzou certinho, na cabeça de Wágner. Já no finzinho, o apoiador, de novo de cabeça, marcou mais um, após belo cruzamento de Ronan, que entrara no lugar de Fernando.

Vitória para dar moral e a lição de que fazer o feijão com arroz nunca é demais.

domingo, 4 de novembro de 2012

Tricolor e São Paulo ficaram no 1 a 1, gols dos artilheiros Fred e Luís Fabiano

Fluminense e São Paulo fizeram um jogo digno de dois gigantes do futebol brasileiro. Partida de boa técnica, movimentada e muito pegada. O resultado foi marcado por erros invididuais dos zagueiros Gum e Rafael Tolói. Em razão disso, Luís Fabiano e Fred aproveitaram e anotaram 1 a 1. Os gols saíram no segundo tempo.

Taticamente, o Fluminense fez um primeiro tempo quase ideal. Só não alcançou a perfeição por erros infantis no momento do último passe.

Defensivamente, a equipe de Abel Braga praticamente anulou o poderoso ataque são-paulino formado por Lucas, Osvaldo e Luís Fabiano. Pelo alto, Gum e Leandro Euzébio foram soberanos. As tabelas do adversário só saíam pelo meio, fáceis de serem contidas. Tirando um erro ou outro de marcação dos laterais, o Flu não sofreu.

Poderia ter incomodado mais a defesa paulista, se não fosse os vários erros de passe. Thiago Neves foi o que mais pecou no fundamento, desperdiçando jogadas importantes por três vezes, ora passando errado, ora tentando o chute.

A rigor, o Tricolor finalizou duas vezes: Com Carlinhos, em jogada que deveria ter cruzado, e com Sobis, quando deveria ter rolado para Carlinhos que passava livre. O São Paulo ameaçou pouquíssimo. A maior chance foi numa cabeçada de Osvaldo no meio do gol.

O lado esquerdo do ataque do Time de Guerreiros era a principal válvula de escape. Jogando nas costas de Douglas, Carlinhos e Rafael Sobis fizeram boas tabelas e poderiam ter aproveitado o espaço que o lateral do São Paulo deixava quando ía ao ataque.

Com o jogo controlado, Gum resolveu dar emoção à partida. Um dos, senão o melhor zagueiro do Campeonato Brasileiro, o camisa 3 do Fluminense atrasou mal para Diego Cavalieri. Luís Fabiano aproveitou o vacilo e abriu o placar.

Experiente, o time carioca não se abateu. Partiu para cima do São Paulo, perdeu boa chances e foi premiado, curiosamente, numa falha individual. Rafael Tolói tentou proteger, Samuel, que entrara na vaga de Rafael Sobis, rolou para Fred. O artilheiro fez o seu 17º gol no Brasileirão.

O jogo ficou aberto e o Flu, melhor, perdeu algumas chances. Até que Abel Braga, já no fim, entendeu que o empate estava de bom tamanho e tirou Wellington Nem, que infernizou a zaga adversária, para a entrada de Diguinho. Fim de jogo e mais um ponto na conta para o tetra.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Tricolor faz 2 a 1 no Coritiba e se aproxima do tetracampeonato brasileiro

Comandado por um inspirado Wellington Nem, o Fluminense venceu o Coritiba por 2 a 1 na noite desta quinta-feira no Engenhão e deu importantissimo passo rumo ao tetracampeonato brasileiro. Com gols de Nem e Thiago Neves, o tricolor foi aos 72 pontos e abriu nove de vantagem novamente na liderança em relação ao Atlético-Mg, que na próxima quarta-feira encara o Flamengo no Independência. Everton Ribeiro descontou.

Em casa e com o apoio da torcida, que compareceu em bom número ao Engenhão, o Fluminense tratou de tomar as rédeas desde o início da partida. Com boa movimentação na frente, Wellington Nem era o responsável pelas jogadas de maior perigo. A equipe ainda contava com o apoio constante dos laterais e o toque de qualidade de Deco no meio de campo fazendo o time jogar.

Não demorou e o endiabrado Wellington Nem roubou uma bola na saída errada do Coritiba e saiu de frente para o goleiro Vanderlei já colocando o Tricolor na frente do placar. Sair na frente foi de fundamental importância para dar tranquilidade à equipe. O Coritiba, pouco chegava. Lincoln e Rafinha encontravam poucos espaços para criar. Deivid, isolado na frente, era mero espectador. 

Até o fim da primeira etapa, o Fluminense poderia ter até ampliado a vantagem. Vanderlei precisou fazer boas intervenções em uma cabeçada de Fred e em nova finalização cara a cara com Nem. Já Diego Cavalieri fez apenas uma defesa em finalização de Luccas Claro. No mais, o Tricolor conduziu a primeira etapa com total tranquilidade, tendo mais a posse de bola e ficando mais tempo no campo ofensivo.

Na volta para a segunda etapa, desta vez, o Fluminense não pecou pela omissão. Seguiu impondo o ritmo de jogo e buscando ampliar a vantagem. Em boa jogada de Jean, Wellington Nem bateu raspando a trave. 

O Coritiba chegou a ensaiar uma pressão, rapidamente contida  num belo contra-ataque puxado por Bruno e deixando Nem no mano a mano com Escudero. O infernal atacante passou como quis e cruzou para Thiago Neves marcar. Aí a torcida pode respirar aliviada.

Mas como no Fluminense nada é fácil, o Coxa ainda assustaria perto do fim com gol de Everton Ribeiro após bate-rebate na área.

O dia, porém, era tricolor. Nem mesmo o susto foi capaz de impedir a vitória e mais um importante passo rumo ao tetra foi dado. Só faltam cinco!

domingo, 14 de outubro de 2012

Gum decola no fim e dá vitória ao Flu, de virada

O domingo começou rodeado de expectativas acerca de uma possibilidade de cancelamento da partida entre Flu e Ponte Preta, em São Januário. Isso porque um incidente no Aeroporto de Viracopos, na noite de sábado, impediu a chegada dos paulistas no horário programado. A viagem só aconteceu nesta tarde, quando a Macaca chegou às 14h30. Já dentro de campo, quem entrou em turbulência foi o Tricolor, num novo duelo cardíaco. Porém, em mais uma superação revigorante, Flu, de virada (2 a 1), mandou a Macaca, com o lombo quente, de volta para o seu galho, em Campinas. 

Não deu nem tempo de começar. Com pouco mais de um minuto de partida, a Ponte Preta surpreendeu os tricolores, abrindo o placar, numa jogada rápida e um toque, inteligente, de Luan, por cima de Cavalieri. O Fluminense, acostumado a não ligar para a pressão, demonstrava um nervosismo nada comum. A torcida, que comparecia em bom número, também. 

Os laterais tricolores tropeçavam nas próprias pernas, roubando a cena que costuma ser característica marcante de Edinho. Era uma espécie de Rei Midas às avessas: ao invés de ouro, transformavam as jogadas em sucata, com erros beirando a infantilidade. O maior dos pecados era a tentativa desenfreada de cruzamentos buscando Fred, dentro da área, sem concatenar o lance. 

Aos 26 minutos, Wellington Nem recebeu bola retomada no meio de campo, avançou com extrema velocidade, passou para Wágner, na ponta esquerda, que chutou cruzado. A bola tirou tinta da trave. As chances apareciam na mesma medida que os sustos. N´outra grande oportunidade para os comandados de Abel, próximo do fim da primeira etapa, Digão se aventurou ao ataque e quase marcou golaço, obrigando o goleiro da Macaca a praticar grande defesa. 

Na etapa complementar, a partida continuava complicada. Enquanto a Ponte insistia em segurar a bola, fingir contusões, o Flu batia cabeça para romper o bloqueio defensivo. Com 27 da etapa final, Uendel comete falta na entrada da área e recebe o segundo amarelo. Três minutos depois, acredite, a cobrança é feita. Fred manda a bola rente a trave. Assim que a bola sai, Edson Bastos cai no chão e o ciclo das simulações se repete. Flu jogava contra o tempo. Mas os deuses do futebol, mais uma vez, estavam a nosso favor. O árbitro viu pênalti da Ponte, numa mão boba, no primeiro lance de Samuel. Como o inferno está cheio de boas intenções, pior para a Macaca. O camisa 9 partiu lentamente, cobrou com uma frieza absurda, no meio do gol, e empatou.  

A torcida explodiu nos dez minutos finais. Pressionando, o Time de Guerreiros encurralou a Macaca. Se faltava criatividade, sobrava raça, gana, sangue nos olhos, vontade de definir. Aos 43, Marcos Jr fez falta na ponta direita do ataque tricolor, mas o árbitro inverteu a penalização. E em dia onde os aviões puseram o jogo em xeque, Gum voou mais alto, dando números finais, em mais um duelo com a cara do Time de Guerreiros: 2 a 1. Amém!

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Bruno faz golaço e Flu detona o Bahia

Donos das melhores campanhas do segundo turno do Brasileirão, Fluminense e Bahia fizeram um duelo eletrizante nesta quarta-feira. Sufocando o Tricolor das Laranjeiras desde o início da partida, os nordestinos sofreram o mesmo castigo de outras equipes: conheceram o lado traiçoeiro do Flu. No fim, o óbvio: 2 a 0.

Aos seis minutos, Jussandro, cara a cara com Cavalieri, encheu  o pé, cruzado, quase abrindo o placar. Um minuto depois, Gabriel avança pela ponta direita, livre. Cavalieri fecha bem o ângulo e faz ótima defesa, no chute do atleta da equipe baiana. Quando essa equipe das Laranjeiras está em campo, pouco sufoco é bobagem. Aos 18, Neto acertou um tirambaço no travessão de Cavalieri. Que coisa!

Num dos raros contra-ataques dos comandados de Abel Braga, falando 15 minutos para o término da primeira etapa, Wellington Nem ganhou de três marcadores, na velocidade, mas demorou muito para passar a bola para Sobis, que estava livre. Conclusão: a zaga baiana conseguiu retomar a redondinha. A melhor chance da etapa inicial veio após um cruzamento de Bruno. Fred ganhou no alto da marcação, escorou para Nem que, por um centímetro, não alcançou a bola, estufando as redes.

Num daqueles momentos de inspiração, Wellington Nem pegou a bola no campo de defesa, fez fila até quase a entrada da área do Bahia e só não ficou frente a frente com o goleiro, porque foi parado com falto. Que lance sensacional do “Messi Tricolor”. Na cobrança, Carlinhos mandou na barreira. Quem? Isso mesmo! Sem TN10, na Seleção, Carlinhos se candidatou.

O segundo tempo começou da mesma forma que o primeiro. Com menos de 30 segundos, O Bahia chegou rápido no ataque, obrigando Cavalieri a fazer boa defesa, após leve desvio de Gum, num chute de Zé Roberto. Um minuto depois, outra grande intervenção do camisa 12, em bola que tinha endereço certo para o atacante nordestino. Incrível! Pra “piorar”, Bahia fez um gol legal, mas a arbitragem já havia parado o lance, marcando impedimento inexistente.

A prova que o fim do mundo está próximo veio na figura de Bruno. O lateral recebeu lançamento na ponta direita, passou, como quis, por dois marcadores e bateu por baixo do goleiro Marcelo Lomba. Jogada espetacular. Gol de gente grande!

E os deuses do futebol devem estar, deliciosamente, loucos. Logo após o Flu abrir o placar, o  Bahia chegou firme de novo. Numa arremate do meio da rua, a redondinha explodiu na trave. Entrentanto, os nordestinos sentiram. Flu chegava nos contra-ataques, serpenteando, muito bem. O segundo gol veio logo. Após cruzamento para a área, a zaga do Bahia afasta parcialmente, mas a bola sobra para Rafael Sóbis, que domina e chuta forte para ampliar o placar

É... no que depender das circunstâncias, o tetra virá, talvez, muito antes do esperado. Vamos, Guerreiros!

domingo, 7 de outubro de 2012

Flu bate o Botafogo por 1 a 0

Sábado e clássico carioca não combinam. Em véspera de eleição, no Engenhão e às 18h30, menos ainda. Mas, sem o Maracanã, não teve para onde correr. O duelo entre Fluminense e Botafogo, que colocava em jogo o líder e um postulante à zona de classificação para a Libertadores, não teve o público, nem o futebol esperado. Depois de um primeiro tempo muito ruim, o Time de Guerreiros melhorou na etapa final e, letal, matou o jogo com Fred: 1 a 0.

Abel Braga manteve a estrutura tática que vinha dando certo nos últimos jogos, pelo menos no que diz respeito aos resultados. Logo no início, Cavalieri mostrou seu cartão de visita, fazendo duas defesas sensacionais, à queima roupa. O Tricolor parecia perdido, enquanto que o Botafogo mantinha a posse de bola e domínio territorial.

Os laterais, para variar, pecavam muito no apoio. Deco e Thiago Neves pouco apareciam no jogo, presos na marcação adversária. Fred se movimentava, mas a redondinha pouco chegava. Jean conseguia conduzir bem, nas poucas oportunidades que tinha. E Edinho... bom, Edinho continuava Edinho. A melhor chance do Flu veio num chute despretencioso de TN10, que passou longe do gol.

No segundo tempo, aos 7 minutos, cochilo geral da defesa tricolor: Seedorf manda na área, Felipe Gabriel, baixinho, ganha no alto e cabeceia. A bola passa perto do gol, assustando a torcida verde, branca e grená. Aos 24, Digão teve grande, de cabeça. Jefferson fez um milagre. Três minutos depois, num contra-ataque rápido, o Fred achou Nem pela direita. O atleta avançou pela intermediária, entrou na área e devolveu para o camisa 9. Frente a frente com o arqueiro alvinegro, foi só correr para o abraço. Linda jogada: 1 a 0.

A partir daí, o Time de Guerreiros teve mais chance de ampliar do que de sofrer o empate. Aos 34 minutos, Marcos Junior avança pela direita e cruza na medida para TN10. Entretanto, quando a fase não é boa, nada acontece. O jogador pegou errado e bola morreu pela linha de fundo.

No fim do jogo, Abel ensaiou um erro semelhante do clássico diante do Flamengo. A diferença é que, ao invés de lançar Diguinho, colocou Valencia para fechar o time, no lugar de Deco. Os comandados de Oswaldo pareciam ter sentido o gol e, sem a mesma organização de antes, tentavam chegar na base do abafa. O sufoco foi tenso no fim, mas Digão, Gum e cia conseguiram segurar as investidas alvinegras. Chora, Foguinho. Fluzão, firme, na liderança. Que venha o Bahia!

domingo, 30 de setembro de 2012

Flu segura ímpeto do Fla, vence e amplia liderança

Fla-Flu é Fla-Flu. Mesmo sem a primazia técnica de outras épocas, o clássico continua arrebatando os corações dos fãs de todo o país. Neste domingo, não foi diferente. Enquanto que o Rubro-Negro tentava mostrar que a má fase já tinha ido embora, o Time de Guerreiros tinha dois objetivos: levar, novamente, a crise à Gávea e, claro, ampliar ainda mais a vantagem diante do Atlético-MG. 

Muitas ambições dentro de campo. Esperto, o Fluminense se deu ao luxo de esperar as ações do Flamengo, buscando o contragolpe. Baseado mais no entusiasmo do que na habilidade, o Rubro-Negro assustava. Entretanto, a falta de material humano de qualidade ajudava os comandados de Abel.

Com menos posse de bola, mas cheio de craques no elenco, o Time de Guerreiros chegava pouco e, mesmo assim, era mais efetivo. Aos 17, Wellington Nem quase abriu o placar, encobrindo Felipe. A zaga tirou do jeito que deu. Um pouco depois, os dois maiores craques do Brasileiro, resolveram aparecer: Deco avançou pela ponta direita, deu um cruzamento de cinema e Fred, num voleio espetacular, abriu o placar. Gol de placa!

O jogo continuou na mesma pegada, com os atletas do Flamengo atuando como se fosse a última partida de suas vidas, ao passo que o Tricolor mantinha o mesmo ritmo, como se fosse um duelo qualquer. A superioridade é tamanha que, apesar disto, conseguiu segurar o rival, mesmo recuando demais. 

Nos minutos finais da etapa final, a partida foi de apenas uma equipe. Ataque contra defesa, Flu abusava da sorte e da falta de pontaria do adversário. Cavalieri, genial, defendia até vento. Aos 32, Cleber Santana perdeu chance, cara a cara. Sem goleiro, sem ninguém a sua frente. Uma prova que os deuses do futebol resolveram vestir, nesta tarde, a camisa verde, branca e grená. Já com 40 rodados, Diguinho, que havia entrado no lugar de Fred, fez o que dele se espera: falta desnecessário. Com um pequeno agravante... dentro da área! O camisa 12 não tomou conhecimento do adversário e pegou o penal. 

O duelo continuou polarizado para o time de vermelho e preto. Só dava Flamengo. Se fosse um dia normal, contra um adversário normal, poderia se dizer que, a qualquer momento, sairia o gol. Mas não. Isso aqui é Fluminense, amigo! Mergulhado na sorte, técnica e experiência, o tricolor manteve a calma, apesar de toda a pressão, e viu seu maior rival dar 200% e sair derrotado do Engenhão. Com o resultado, Flu abre seis pontos de vantagem sobre o Atlético-MG. Rumo ao tetra!

domingo, 23 de setembro de 2012

Flu sofre, mas vence Náutico e manda pressão para o Galo

O Fluminense tinha tudo para vencer o Náutico tranquilamente, mas, normalmente, as coisas não são assim. Depois de estar vencendo por 2 a 0, o Tricolor permitiu ao adversário descontar e ganhou por 2 a 1 com uma boa dose de sofrimento no final da partida deste sábado, no Raulino de Oliveira, em Volta Redonda. Leandro Euzébio e Fred marcaram para a equipe carioca e Kim descontou para os pernambucanos. Com o resultado, o Time de Guerreiros foi a 56 pontos e segue na liderança do Brasileiro, mandando a pressão para Atlético-MG e Grêmio, que vêm logo atrás e se enfrentam no domingo em Minas.

A partida começou com o Fluminense dando a impressão de que encurralaria o Náutico em seu campo de defesa e faria o gol quando bem quisesse. Deco dava volume a colocava os laterais para jogar. Wellington Nem e Thiago Neves, abertos pelas pontas, davam boas opções.

Essa postura, porém, durou apenas pelos minutos iniciais. Sem transformar a superioridade em gols, o Tricolor viu o adversário crescer e se engraçar nos contra-ataques. Martinez era o principal articulador e Rhayner e Rogério incomodavam pela velocidade. Assim, o Timbu passou a criar oportunidades e Diego Cavalieri chegou a ser exigido fazendo duas boas defesas.

O Fluminense, então, passou a abusar da ligação direta para o ataque. Deco e Thiago Neves, a todo momento, tentavam lançamenos longos e sem sucesso. Quando parecia que o primeiro tempo terminaria empatado em 0 a 0, o Time de Guerreiros conseguiu fazer dois gols num espaço de menos de cinco minutos. Primeiro, Deco bateu escanteio na área do Náutico, o goleiro Gideão saiu mal e Leandro Euzébio aproveitou para escorar para dentro. Depois, Thiago Neves achou Fred e o artilheiro do Brasileirão, com um belo chute de esquerda e de primeira, ampliou.

A segunda etapa da partida foi disputada em ritmo baixíssimo. O Náutico voltou a campo claramente desanimado por conta do placar do tempo inicial. Já o Fluminense claramente sentou na vantagem.

O time verde, branco e grená chegou a ter boas chances. Todas pelo alto. Fred e Digão obrigaram Gideão a fazer grandes defesas. E foi só. Com o passar do tempo, a única ambição da equipe da casa era conduzir o jogo tranquilamente sem que o adversário pudesse descontar e fazer alguma pressão. Mas não foi isso que aconteceu. Em uma cochilada da defesa, Kim recebeu bola enfiada e diminuiu.

No fim da partida, Diego Cavalieri, o melhor goleiro do Brasil, ainda foi obrigado a salvar a equipe com uma defesa espetacular em cabeçada à queima-roupa para garantir o resultado. Agora é apontar o secador rumo a Minas Gerais e rumo ao tetra!

domingo, 9 de setembro de 2012

Fluzão vence Inter no Beira-Rio e mantém liderança

Líder mais do que nunca! Mesmo sem apresentar um futebol brilhante, o Fluminense foi ao Beira-Rio e venceu o Internacional por 1 a 0, neste domingo, e assegurou a manutenção do primeiro lugar do Campeonato Brasileiro, agora com 50 pontos. Fred fez o gol da vitória, mas o grande nome da partida foi o infernal Wellington Nem.

Fora de casa e diante de um adversário desfalcado, o Fluminense adotou uma postura cautelosa. Saindo nos contra-ataques e esperando bons momentos para agredir o Colorado. O Inter, por sua vez, encontrava muita dificuldade em armar as jogadas, sentindo, principalmente, a falta de D´Alessandro. Dátolo, claramente, não conseguia suprir a ausência.

O Tricolor deu azar e perdeu Wágner, lesionado, logo cedo. Mas, com a entrada de Diguinho, Jean ganhou a liberdade para apoiar mais. O gol sairia, no entanto, em uma linda arrancada de Wellington Nem ainda do campo de defesa. O atacante foi se livrando da marcação e deixou Fred de frente para Muriel. O artilheiro do Brasileirão só tocou na saída do goleiro gaúcho.

Na frente, o Fluminense poderia até ter chegado ao segundo antes do intervalo, mas faltava caprichar no último passe.

A segunda etapa já começou com uma polêmica logo cedo. Wellington Nem, novamente, arrancou e só foi parado pelo goleiro Muriel, que o derrubou, mas o árbitro goiano Wilton Pereira Sampaio ignorou o pênalti claro.

Enrolado, o soprador de apito iria prejudicar ainda mais o espetáculo logo em seguida. Primeiro, Nei puxou Wellington Nem e recebeu o segundo amarelo, sendo corretamente expulso. Mas o rapaz nem esperou muito para compensar. Em lance de agressão mútua entre Índio e Leandro Euzébio na área colorada, ele deu o vermelho direto para o jogador tricolor, mas ignorou completamente o zagueiro adversário. Vale ressaltar também a inocência do zagueiro do Flu, que revidou com um chute facilitando o "trabalho" de Wilton. E pioraria. Dagoberto, outro já amarelado, deu um carrinho criminoso em Carlinhos, mas o árbitro fingiu não ver a falta para não ser obrigado a mandar outro para o chuveiro mais cedo.

Com todos esses ingredientes, o jogo ficou tenso. As duas equipes se preocupavam menos em jogar e mais em reclamar, sentindo a insegurança daquele que deveria colocar ordem na casa.

Taticamente, o Fluminense abusou um pouco do recuo, esperando, talvez, uma boa chance para sair no contra-ataque com o veloz Wellington Nem e matar a partida. Abel ainda deu sopa para o azar ao tirar Wellington Nem para a entrada de Samuel, acabando com a opção de velocidade e contra-ataques do Tricolor.

Por sorte, o time do Inter ia mais na base da transpiração do que da inspiração. Sem talento dos dois lados, o jogo se arrastou até o fim, mas, o que é mais importante, com a vitória e a liderança do Fluzão!

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Fluzão derrota o Santos e lidera o Brasileirão


Finalmente chegou o dia do Fluminense liderar o Campeonato Brasileiro. Com dois gols de Wellington Nem e uma pintura de Samuel, o Tricolor bateu o Santos por 3 a 1 na noite desta quinta-feira, no Engenhão. André descontou. Com o resultado, o Time de Guerreiros foi a 47 pontos na competição. O vice-líder Galo tem 45 e um jogo a menos.

Diante de um adversário desfigurado, o Fluminense demorou a imprimir seu ritmo. Porém, aos poucos foi passando a dominar a partida. Pelo lado esquerdo, fosse com Carlinhos, Thiago Neves, Wágner e até mesmo Jean, o Tricolor dominava as ações ofensivas e chegava com perigo. E foi assim que surgiu o primeiro gol após bom cruzamento de Jean para Wellington Nem chegar de carrinho empurrando para dentro.

Ao abrir o placar, a impressão que ficava era que o time da casa teria ainda mais facilidades no jogo. Ledo engano. Volta e meia, a defesa dava espaços para o Santos e os sustos começaram a acontecer. Num dos erros, Digão furou ao tentar cruzamento de Gerson Magrão da esquerda e André aproveitou para deixar tudo igual.

Depois do empate, o Fluminense não se abalou e seguiu explorando o "mapa da mina", o lado esquerdo. Por ali, pouco antes do fim da primeira etapa, Wágner tabelou com Carlinhos e cruzou para o baixinho Wellington Nem, de cabeça, recolocar a equipe na frente.

O segundo tempo foi bem inferior ao primeiro. As duas equipes pouco conseguiram criar. Chance de gol então era um artigo raro. O Fluminense demorou a aproveitar os espaços dados pelo Santos.

O gol do alívio veio num belo contra-ataque puxado por Rafael Sobis e Thiago Neves. O meia achou bom passe para Samuel e o atacante não economizou na finalização tocando por cima do goleiro Rafael e assinando uma obra-prima.

Com a vitória e a liderança garantida, o Tricolor passou a tocar a bola e esperar pelo fim do jogo.